segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

 


Recomendados testes genéticos no Sistema Nacional de Saúde inglês






A informação genética "pode ser reunida para dar uma capacidade maior para determinar o risco e a predisposição para doenças, para apoiar diagnósticos e prognósticos mais correctos, e para seleccionar e dar prioridade a opções terapêuticas num maior número de problemas patológicos", lê-se no início do relatório intitulado "Construir a partir da nossa herança.

Tecnologia. A genética nos cuidados de saúde?.

O relatório foi pedido em 2009, pela Casa dos Lordes, com o objectivo de avaliar quais os benefícios que o desenvolvimento da genética pode ter para a saúde humana e desenvolver uma visão para a genética dentro do Sistema Nacional de Saúde inglês.

"O cancro da mamã sempre foi definido por causa do tumor se encontrar naquela região", disse John Bell, responsável pelo Grupo Estratégico de Genética Humana que produziu o relatório. "Mas se olhar para aqueles cancros ao nível molecular, alguns são muito mais parecidos com os de ovário do que com outros cancros da mamã, em temos moleculares e em termos da resposta à terapia", exemplificou à BBC News.

O cientista acredita que o conhecimento genético do tumor de cada doente pode ajudar a destrinçar estas diferenças.

A primeira recomendação feita pelo relatório é uma avaliação dos custos e dos benefícios resultantes do investimento na medicina genética, numa altura em que sequenciar o genoma de uma pessoa deixou de custar milhões de euros para passar a custar apenas milhares.

Bell defende que no futuro, o "custo vai ser quase nada".

O relatório coloca o Reino Unido num contexto avançado na investigação genética, e defende que o país deve aproveitar este balanço para tirar proveito no sistema de saúde. Uma das ideias é a construção de um centro nacional onde se armazene a informação genética dos pacientes para que os médicos possam comparar mutações genéticas entre doentes, de modo a poder ajudar nas terapias.

Esta modernização do Sistema Nacional de Saúde, que passa necessariamente por nova tecnologia e formação, requererá investimento, mas o professor defende que "a inovação em qualquer contexto terá que dar um produto muito melhor ou um custo menor, ou ambos, e penso que a genética pode ser uma das inovações que dá as duas coisas".



Referências

  1. Human Genetics Commision. NHS
  2. Innovation in the NHS – call for evidence
  3. The Calman Review - Progress report, Slide show
  4. Genomic innovation will better target treatment in the NHS. January 25, 2012