sábado, 20 de Dezembro de 2014

 



Isabel Fragoeiro considera que a realidade regional é diferente do resto do país

Região integra estudo nacional sobre a droga

 

Á semelhança do que sucedeu em 2001, data do último estudo nacional sobre o consumo de droga, a Região poderá vir a participar novamente na avaliação deste problema social.
Segundo a directora do  Serviço Regional de Prevenção da Toxicodependência , a aplicação dos mesmos parâmetros é importante para melhor avaliar a evolução desta realidade.

 

Isabel Fragoeiro encontra linhas de orientação semelhantes entre o Plano de Acção nacional e o Plano Regional de Luta contra a Droga, nomeadamente no que toca à redução da procura. A prevenção é deste modo, entendida como uma área comum a estas duas estratégias.

A Região deverá em breve integrar um estudo nacional que terá como objectivo avaliar o consumo de drogas, numa primeira fase em meio-escolar, e posteriormente, na população em geral.

Esta decisão que cabe ao Governo Regional , segundo a directora do Serviço Regional da Toxicodependência, está a ser considerada, para que a Madeira também participe neste trabalho. Estes estudos vêm na sequência da última avaliação realizada em 2001, os quais incluíram a Região.
Apesar de considerar que a realidade regional no consumo de drogas diverge em alguns aspectos da nacional, Isabel Fragoeiro considera importante que os parâmetros de avaliação sejam os mesmos para ambos os territórios, para que seja possível estabelecer paralelismos e melhor perceber a evolução e dimensão deste problema social.
Instada a comentar o novo Plano de Acção contra a Droga e a Toxicodependência, aprovado pelo Governo da República, a responsável pelo Serviço Regional de Prevenção da Toxicodependência reconhece que algumas medidas, como as salas de injecção assistida podem ser polémicas, mas refere que o mesmo reflecte a realidade do país, estando a medidas ajustadas. Isabel Fragoeiro evidencia a redução na oferta, através da luta contra o tráfego como um dos vectores de intervenção importantes na prevenção da   toxicodependência
Por outro lado, Isabel Fragoeiro encontra linhas de orientação semelhantes entre o Plano de Acção nacional e o Plano Regional de Luta contra a Droga, nomeadamente no que toca à redução da procura. A prevenção é deste modo, entendida como uma área comum a estas duas estratégias.


Na luta contra a droga

Articular projectos

O documento aprovado pelo Governo para combater o consumo de drogas propõe ainda a criação de uma base de dados com "informação detalhada" sobre os projectos desenvolvidos pelos vários serviços e ministérios, uma forma de "fortalecer a participação de Portugal" nos encontros internacionais sobre o tema, aponta-se a organização de uma conferência internacional sobre drogas no âmbito da presidência portuguesa da  União Europeia .
O documento deverá ser em breve apresentado e será também dado a conhecer à Comissão Parlamentar de Saúde.
Até agora, foi o CDS-PP o único partido que se manifestou sobre o Plano. Da Juventude Popular ao presidente do partido, ambos insurgiram-se contra a criação das salas de chuto, por entenderem que se trata de um “desresponsabilização do estado”.


“Salas de chuto” não são para já necessárias na Região

Injecção assistida em última opção

As salas de injecção assistida, mais conhecidas por “salas de chuto” são uma das medidas incluídas no Plano de Acção contra a Droga e as Toxicodependências. Contudo, e segundo referiu Isabel Fragoeiro, estas estruturas não são para já necessárias na Região, não estando previstas no Plano Regional para os próximos quatros anos. “O Plano não prevê que estas salas sejam necessárias nesta fase e neste horizonte temporal” afirmou a directora do Serviço Regional de Prevenção da Toxicodependência.
Isabel Fragoeiro considera a medida possível, mas alerta para necessidade de ser bem ponderada. Na sua opinião, trata-se de dar um “fundo humanísta” ao problema, na medida em que os   toxicodependentes precisam de ajuda e «precisam de qualidade de vida».
Esta responsável entende que as “salas de chuto” são estruturas de fim de linha, ou seja, quando já foram feitas todas as tentativas para apoiar o toxicodependente. O contacto que se proporciona entre estes e os técnicos poderá ser a «tentativa derradeira para trazer o toxicodependete à sociedade», afirmou Isabel Fragoeiro.

 

Tânia Caldeira