sábado, 23 de Setembro de 2017

 



Dia mundial celebrado no dia do aniversário do primeiro médico a identificar a doença

Doença de Parkinson afecta cerca de 15 mil

 

A Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) comemora hoje o 250.º aniversário do nascimento do médico inglês James Parkinson, que identificou pela primeira vez, em 1817, a doença a que foi dado o seu nome. A associação portuguesa junta-se, assim, às suas congéneres internacionais para assinalar a data. É que, hoje, é o Dia Mundial da Doença de Parkinson. Estima-se que existam, em Portugal, entre 12 mil a 15 mil pessoas com esta doença.

 

Hoje é o Dia Mundial da Doença de Parkinson. Não sendo uma doença de declaração obrigatória, não há dados exactos sobre o número de pessoas afectadas pela doença na Madeira. A Direcção Regional de Saúde tem apenas números da mortalidade associada a esta doença, tendo informado já o Instituto Nacional de Estatística sobre o facto de que, entre 2001 e 2003 morreram 3 pessoas com a doença de Parkinson.
Em Portugal, conforme estimativa feita pela Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk), existem entre 12 mil a 15 mil pessoas com esta doença
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Conhecida
desde 1817

A Parkinson é conhecida desde 1817, tendo sido identificada nesse ano pelo médico inglês James Parkinson. O clínico nasceu a 11 de Abril de 1755, pelo que, para além de ter sido dado o seu nome à doença em causa, foi escolhida a data do seu nascimento para comemorar o Dia Mundial da Doença de Parkinson.

A informação consta de uma nota de imprensa difundida pela Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk).
De acordo com o documento, esta é uma doença do foro neurológico, crónica, de evolução lenta e progressiva e que provoca a perda dos mensageiros químicos responsáveis pelo movimento, que são produzidos pelo cérebro.
Um dos problemas desta doença é ser muitas vezes confundida, pela família, com sinais de velhice. Sara Freitas, delegada regional da APDPk na Madeira diz ser essencial que o diagnóstico seja feito por um neurologista. A medicação e orientações do médico devem ser seguidas à risca, visto poderem ser diferentes de pessoa para pessoa.
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Tulipa como
símbolo
Refira-se, a título de curiosidade, que a tulipa James Parkinson é o símbolo internacional das Associações de Parkinson. A espécie foi criada por um floricultor holandês (que sofria desta doença) e a dedicou a James Parkinson, dando-lhe o seu nome. As flores desta espécie são vermelhas, com um rebordo branco.
Em Janeiro deste ano a APDPk, a nível nacional, enviou três bolbos destas tulipas a cada associado. O objectivo foi o de que cada uma dessas pessoas os plantasse e entrasse no concurso com as flores resultantes desses bolbos.
A APDPk é constituída por voluntários não remunerados. Um dos seus objectivos é defender os interesses dos doentes de Parkinson junto de organizações oficiais e poderes públicos.
A assistência domiciliária às pessoas mais afectadas pela doença é outro dos seus planos de acção.
A APDPk promove, ainda, uma revista trimestral com toda a informação sobre a doença.
Em termos de posicionamento, a associação defende ser necessário evitar que o doente de Parkinson se isole e entre “numa espiral de inactividade que só piora a sua condição”. Daí defender ser preciso “maximizar a sua autonomia e independência perante a sua nova situação”, bem como ensinar os que os rodeiam “a encarar com naturalidade e inteligência aquilo que parece não ter remédio”.
Para a associação, “a melhoria da qualidade de vida da pessoa com Parkinson depende não apenas dos medicamentos, mas também e muito da relação pessoal entre o doente e aqueles que o cercam, do apoio e aceitação que deles recebe”.

Michael J. Fox foi atingido pela doença aos 30 anos

Embora seja considerada mais própria da velhice, a doença de Parkinson atinge gente jovem. O actor Michael J. Fox é um exemplo disso. Um pequeno tremor nas mãos, aos 30 anos de idade, levou ao diagnóstico do mal que o afecta. Michael J. Fox aproveitou para escrever um livro sobre o assunto e decidiu que a venda dessa obra reverta a favor das associações que se dedicam a apoiar os doentes de Parkinson.
É o que acontece com a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson, que tem uma versão portuguesa do livro do actor americano.
Sara Freitas, delegada regional na Madeira da referida associação portuguesa, diz que quem o pretender, pode adquirir o livro na sede nacional da associação, sita ao Bairro da Liberdade, lote 13, loja 20, Campolide, 1070-023 Lisboa.

 

Anete Marques Joaquim