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Cientistas da Mayo Clinic recebem verbas para investigar cancro

O Departamento de Saúde da Florida destinou quase 6,5 milhões de dólares para a investigação do cancro, desenvolvida por cinco cientistas da Clínica Mayo de Jacksonville, a serem aplicados em cinco anos, avança o site da Mayo Clinic.

Os projectos dos cientistas prevêem estudos como a identificação de novas mutações em tumores da mama, o entendimento de mudanças celulares que levam ao cancro renal e o teste de novas terapias para o tratamento do cancro do pulmão comum.

As verbas concedidas a Alexander Parker, professor assistente de epidemiologia da Clínica Mayo são multi-institucionais, por natureza. O investigador recebeu uma verba de 1,2 milhões de dólares, aplicável em cinco anos, para estudar as causas fundamentais do carcinoma de células renais, uma forma comum de cancro dos rins, que está a aumentar na Florida e em todos os EUA.

Tabaco e obesidade

Embora se saiba muito bem que o tabaco e a obesidade aumentam os riscos de se desenvolver carcinoma de células renais, "não sabemos exactamente como estes factores funcionam ao nível celular, dentro do rim, para aumentar os riscos", diz.

Num esforço para esclarecer esta questão, Alexander Parker formou parceria com investigadores do Centro de Cancro H. Lee Moffitt, de Tampa, na Florida, para recrutar 1400 pacientes com cancro renal e 1400 pessoas sem a doença, para integrar o grupo de controlo.

Os cientistas vão examinar as diferenças nos dados e amostras de tecidos recolhidos dos dois grupos diferentes. "Ao fazer isto, teremos o potencial de aperfeiçoar o nosso entendimento sobre como essas exposições comuns aumentam o risco de se desenvolver cancro renal, o que pode levar a novas estratégias para prevenir ou tratar a doença", declara.

Cancro da bexiga

O investigador da Clínica Mayo também faz parte de uma equipa de cientistas de três outras instituições ? Universidade de Miami, Centro de Cancro H. Lee Moffitt e o Centro de Cancro MD Anderson, de Orlando, Florida ? que estão a dar abordagens diferentes para o combate ao cancro na bexiga.

Alexander Parker e os seus colegas, com recursos de 300 mil dólares vindos dessa verba para a "Equipa de Ciência", vão procurar entender as razões que tornam o tabaco tão fortemente associado ao desenvolvimento do cancro da bexiga. A equipa vai comparar amostras de tecidos de pacientes com cancro da bexiga, que têm um histórico de fumadores inveterados, com amostras de pacientes que nunca fumaram.

"A forma de trabalho desta equipa, que reúne investigadores de diversas disciplinas diferentes para estudar um tipo particular de cancro, é realmente estimulante", diz Alexander Parker.


Fonte:www.pop.eu.com, 20100723
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