INEM não chegou a tempo 
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Morreu à espera de ambulância

Parecia ser uma tarde normal na Cafetaria Lusitânia, em Guilpilhares (Gaia), com os clientes habituais a confraternizar entre alguns tragos de cerveja. António Jorge, conhecido entre os amigos por "Chicha", estava "sossegado" a beber um príncipe. "Levantou-se. Foi à casa de banho lavar as mãos e saiu para fumar um cigarro. Mal saiu, caiu redondo no chão e começou a ter convulsões", conta Joaqui Amorim, filho dos proprietários do estabelecimento.

Seguiram-se momentos de aflição. "Eram 15.50 horas quando comecei a ligar para o INEM. Estive 13 minutos ao telefone sem que ninguém atendesse. Resolvi ligar então para a PSP, que me disse que não podia fazer nada. Enquanto isso, alguns clientes ligaram para os Bombeiros de Valadares e da Aguda", relata Joaqui Amorim.

Entre chamadas, o comerciante reparou que ia a passar um carro da Polícia Marítima: "Pararam no sinal vermelho e fui ter com eles pedir ajuda. Os três agentes é que ficaram o tempo todo a fazer massagens cardiorrespiratórias".

António Jorge ainda foi assistido pelos Bombeiros de Valadares. "Traziam apenas uma botija de oxigénio e um aparelho para medir as tensões", aponta Joaqui Amorim, escandalizado.

Todos os meios adequados

O comerciante insistiu com o INEM. Desta vez, foi atendido. "Fizeram um longo questionário. Perguntaram-me quatro vezes onde ele estava deitado", denuncia. Segundo Joaqui Amorim, o INEM chegou 40 minutos após a primeira tentativa de contacto.

"Ainda pensámos que tínhamos conseguido estabilizá-lo. Mas uns 10 minutos antes do INEM chegar ele faleceu nos braços da minha mãe. Sentimo-nos revoltados. Isto é inadmissível", afirma.

INEM não chegou a tempo 

Fonte:www.jn.pt, 20100718
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