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Tabela poligénica ajuda a prever risco de cancro da mama

Cientistas europeus analisaram a associação entre diversas variantes genéticas, previamente descobertas, e o risco de cancro da mama e verificaram que esta relação ocorre apenas na presença de certas variantes e para determinados tipos de tumores, avança o site Tribuna Médica Press.

?O nosso estudo sugere que actualmente este tipo de tabela poligénica de risco não tem utilidade em rastreios generalizados à população, mas pode ser importante na compreensão dos mecanismos biológicos?, disse Gillian Reeves, investigadora da Unidade de Epidemiologia do Cancro, da Universidade de Oxford.

Esta investigação contou com a participação de mais de 10 mil mulheres diagnosticadas com cancro da mama, e outras tantas não portadoras de doença oncológica.

A equipa, liderada por Reeves, avaliou 14 polimorfismos nucleótidos singulares (PMS) e tentou criar uma tabela poligénica de risco. Com base nesta tabela, os investigadores descobriram que o risco de cancro da mama é maior na presença de dois PMS específicos, principalmente no caso do cancro da mama com receptor de estrogénio positivo (HER2+).

"Quando combinado, com recurso à tabela poligénica de risco, o efeito dos sete PMS com maior influência no risco generalizado de cancro da mama, as mulheres com as cinco maiores pontuações apresentavam o dobro do risco cumulativo, em comparação com as que ocupavam os cinco últimos lugares da lista", esclarece Reeves. Esta probabilidade é ainda maior nos cancros da mama HER2+, conclui.


Fonte:www.pop.eu.com, 20100729
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