
Mitos que dificultam a prevenção do cancro da mama
O Instituto do Câncer de São Paulo, no Brasil, fez um levantamento dos mitos que prejudicam o diagnóstico do cancro da mama. Muitas mulheres acreditam, por exemplo, que o desodorizante provoca a doença. Outras acham que deixar de beber leite cura a patologia e que as próteses de silicone aumentam o risco de desenvolver tumores, avança o site noticioso da Globo, o G1.
O diagnóstico precoce é o maior amigo da mulher quando se fala em cancro da mama. O problema é que os vários mitos sobre os factores de risco acabam por atrapalhar o diagnóstico e por prejudicar o tratamento.
Os mitos são alimentados pela falta de informação. "Pelo pouco que sei é quando se bate, não é?", responde a estudante Camila de Almeida quando questionada sobre o que provoca o cancro. "Acho que é mais hereditário mesmo", afirma a também estudante Tatiane de Andrade.
"Nenhum deles foi comprovado e não têm muito fundamento para acreditarmos neles", disse Jose Roberto Filassi, mastologista do Instituto do Câncer.
Factores de risco e prevenção
Segundo os especialistas, a melhor prevenção é realizar exames periodicamente. Se alguém na família já teve cancro da mama, a mulher deve ficar mais atenta aos exames preventivos.
O histórico familiar é, de facto, um factor de risco. As probabilidades são maiores quando a primeira menstruação vem antes dos 11 anos ou a menopausa depois dos 50. O consumo de álcool e o tabagismo também estão associados ao cancro da mama.
"Aconselho todas a mulheres a tomarem precaução e a realizarem os exames que têm que ser feitos, mas eu sigo uma vida normal", disse a professora Maria do Carmo.