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Mais cancro da tiróide nas mulheres

O cancro da tiróide atinge uma proporção de três mulheres para cada homem em todo o mundo, segundo estatísticas do HCor (Hospital do Coração). A predominância da doença em pacientes do sexo feminino foi um dos temas discutidos no sábado entre médicos e outros profissionais da Saúde, durante o 1º Simpósio de Doenças da Tiróide, que decorreu no Hospital do Coração, em São Paulo, avança o Diário do Grande ABC.

A tiróide é uma glândula localizada na parte da frente do pescoço que produz hormonas T3 e T4 e que é responsável pelo controlo do metabolismo. O principal sinal do cancro é a presença de um nódulo indolor na tiróide que altera os níveis sanguíneos das hormonas.

O especialista do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HCor e também do Hospital Anchieta, em São Bernardo, Fábio Roberto Pinto salienta que a doença tem tido um aumento anual de 6%, porque têm aumentado os diagnósticos. "Hoje, as pessoas tentam fazer exames preventivos e as evoluções tecnológicas ajudam", explicou o médico.

Exame

Baseado em novas tecnologias, a médica especialista em anatomia patológica Fernanda Cavalcanti falará sobre o exame que pode contribuir para determinar se um nódulo é maligno ou benigno.

"Cerca de 5% dos pacientes têm cancro na tiróide, por isso a importância do acompanhamento, que pode ser feito pelo cirurgião de cabeça e pelo endocrinologista", completou Fábio Roberto Pinto.

Nos casos da descoberta do cancro na tiróide durante a gravidez e de diagnosticada a necessidade de cirurgia é recomendável esperar o nascimento da criança. Porém, os cuidados devem ser redobrados, pois os riscos podem acometer o bebé, já que as probabilidades de aborto aumentam.

Outra reacção metabólica que pode ser alterada na mulher devido ao hiper-tiroidismo descontrolado é a falta da menstruação.

Idade

O cancro da tiróide pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum após os 30 anos. O tratamento mais adequado é o cirúrgico, no qual a tiróide é retirada completamente, associando-se também a retirada de gânglios linfáticos do pescoço que estejam comprometidos.

O risco de complicações mais sérias como rouquidão permanente surge em menos de 1% dos casos. Após a cirurgia, alguns pacientes devem receber tratamento complementar com iodo radioactivo. A indicação deste tratamento depende da análise em conjunto com uma série de factores, como idade, tamanho e agressividade local do tumor, entre outros factores.


Fonte:www.pop.eu.com, 20100727

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