Carreira médica na Região Autónoma da Madeira 
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Madeira: Médicos negoceiam carreira com a tutela

Os médicos que desenvolvem actividade profissional na Região podem aceder novamente à carreira médica nacional, depois do Tribunal Constitucional (TC) ter declarado a ilegalidade do diploma do Governo Regional (GR) no passado dia 23 de Junho. O TC considerou ilegal o afastamento destes profissionais do regime de intercomunicabilidade na carreira médica. Na prática, médicos em exercício de funções na Região viam vedado o acesso a concursos no Continente, o mesmo acontecendo a profissionais do Continente interessados em exercer medicina na Região.

Para Mário Pereira, presidente da delegação regional do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), a decisão do TC vem permitir a continuidade da política de captação de quadros médicos para o Serviço Regional de Saúde.

Por outro lado, a decisão do TC sobre o pedido de fiscalização preventiva do decreto legislativo abriu portas à aplicação de um regime jurídico de contratação médica igual ao que vigora no Continente no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.

Em termos práticos o regime 'único' para a contratação de pessoal médico acarreta o cumprimento de vínculos e clausulas contratuais semelhantes às da carreia médica nacional.

Essa decisão facilita muito as negociações para o Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) , afirmou o responsável pelo SIM na Região. Penso que a breve trecho poderemos concluí-la (negociação), o que será favorável para o funcionamento do SESARAM e para a implementação da contratação, extremamente importante neste momento .

A par de um vínculo contratual, que respeita as clausulas vigentes na carreira médica nacional, o SIM quer incluir na proposta de Acordo Colectivo de Trabalho os suplementos remuneratórios relacionados com as especificidades regionais.

Mário Pereira elogia o papel conciliador desempenhado pelo secretário regional dos Assuntos Sociais numa mesa de negociações tripartida.

O SESARAM tem que estar presente nas negociações mas a existência de um interlocutor (Francisco Jardim Ramos), que faz a ponte entre as duas partes, tem sido extremamente favorável e positivo , indicou o presidente do SIM na Região.

De acordo com o presidente da delegação regional do SIM o acórdão do TC põe termo a um período de discriminação .

Mário Pereira considera que a hierarquia do Serviço Regional de Saúde tem tido dificuldade em compreender as questões contratuais. Um cenário que se mantém, refere o médico e dirigente sindical, manifestando-se, contudo, empenhado nas negociações.

Não obstante, o médico considera que o processo negocial tem evoluído.

O importante é que a Madeira e o Serviço Regional de Saúde sejam competitivos na contratação e na organização em termos de qualidade dessa mesma contratação médica , concluiu.

Carreira médica na Região Autónoma da Madeira 

Fonte:www.dnoticias.pt, 20100722
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