
Tosse convulsa: vacina tem risco de efeitos secundários graves
Os pais não devem recear vacinar os filhos contra a tosse convulsa, já que o risco de efeitos secundários graves é muito reduzido, defendem investigadores norte-americanos dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças. "Os nossos resultados indicam que a vacina não está associada a episódios agudos de convulsões e que se trata de um procedimento seguro de imunização na infância", escreveram no jornal Pediatrics, de acordo com o site Tribuna Médica Press.
Uma versão mais antiga desta vacina (que também protege contra a difteria e o tétano) levantou alguma preocupação por triplicar o risco de convulsão febril nas crianças.
O novo estudo avaliou o risco da actual vacina (DTPa), recomendada nos EUA desde 1997. Inclui dados de mais de 430 mil crianças vacinadas entre 1997 e 2006. Os investigadores acompanharam as crianças até aos dois anos de idade, período durante o qual receberam quatro doses da vacina.
Cerca de 5,200 bebés tiveram convulsões a determinada altura, mas apenas 112 ocorreram nos quatros dias posteriores à vacinação.