
EUA: Obama contra os abusos das seguradoras na saúde
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirma que a nova reforma da saúde é necessária para impedir que as seguradoras pratiquem preços abusivos e recusem cobrir as despesas dos cidadãos norte-americanos que estão doentes.
Segundo a Casa Branca, estas posições constam de um discurso que o chefe de Estado norte-americano vai hoje proferir na cidade de Filadélfia.
Obama diz, no mesmo texto, que as seguradoras acreditam que podem continuar a inflacionar as taxas dos seguros e a recusar o tratamento a doentes, porque ainda não existe uma grande concorrência entre as seguradoras do sector da saúde.
'Até que níveis os prémios têm de subir para fazermos alguma coisa?', questiona o Presidente norte-americano na intervenção.
As seguradoras alegam que os valores dos prémios se devem ao aumento dos preços dos medicamentos prescritos, dos internamentos e de outros custos médicos.
As próximas semanas serão decisivas para a aprovação desta reforma, uma das principais propostas da agenda de p olítica interna de Obama, no Congresso norte-americano.
Na semana passada, o líder norte-americano exigiu um voto final do Congresso.
'Penso que o Congresso dos Estados Unidos deve aos americanos um voto final sobre a reforma da assistência na doença. Não debatemos [a reforma] só no ano passado mas há décadas', declarou então o Presidente.
'A reforma já foi votada na Câmara [dos Representantes] pela maioria e foi votada no Senado com uma maioria qualificada de 60 votos' em 100, lembrou ainda.
O projeto conheceu um revés com a vitória de um republicano durante uma eleição parcial, a 19 de janeiro, que baixou para 54 o número de democratas no Senado, numa altura em que o processo de harmonização dos dois textos não estava ainda concluído.
Nos Estados Unidos, a assistência médica é garantida por seguradoras privadas, privando muitas pessoas de cuidados, por falta de capacidade para pagarem um seguro de saúde.