Vírus do Nilo 
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Autoridades perseguem pistas até origem de caso de vírus do Nilo

A informação foi prestada à agência Lusa pelo subdirector geral de Saúde José Robalo, que adiantou que a Direcção Geral de Saúde (DGS) aguarda os resultados de uma última análise do Instituto Nacional de Saúde para ter «a certeza» de que se trata de um caso de infecção por vírus do Nilo Ocidental, que se transmite pela picada de um mosquito fêmea.«A probabilidade de o ser é alta, mas, para termos a certeza, precisamos da confirmação de uma análise, que demora algum tempo, pode levar dias, semanas», esclareceu, ressalvando que a possibilidade de haver outros casos de infecção «é muito reduzida».

A Direcção Geral de Saúde anunciou, no fim-de-semana, a investigação em Portugal de um caso provável de infecção por vírus do Nilo Ocidental, que o Instituto Nacional de Saúde acredita ser único, até porque não foi ainda detectado qualquer mosquito infectado na rede de vigilância.José Robalo adiantou que na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde o adulto provavelmente infectado reside e onde foi apertada a vigilância, foram capturados 22 grupos de mosquitos, que não tinham o vírus.

Como medida cautelar, o Centro Regional de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo está a fazer um inquérito epidemiológico para tentar perceber por onde a pessoa circulou e terá sido picada. Nas «áreas periféricas» à zona de residência dessa pessoa, que não terá viajado para o estrangeiro, foi dada ainda instrução para serem eliminados charcos, já que é nestes que normalmente proliferam mosquitos, acrescentou o subdirector geral de Saúde.José Robalo precisou que a Direcção Geral de Veterinária vai averiguar se existem casos de aves selvagens infectadas - uma vez que os mosquitos apanham o vírus do Nilo quando picam aves infectadas - e que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo já recebeu informação sobre a infecção destinada aos médicos.

A informação será estendida na terça-feira às restantes regiões do Continente, concluiu, lembrando que, em 2004, foram detectados em Portugal dois casos entre dois turistas irlandeses que observavam aves.Febre súbita é o sintoma mais frequente da infecção, embora possam surgir dores de cabeça, náuseas, vómitos, diarreia, dores musculares ou inchaço dos gânglios. A infecção é tratada com anti-virais.Lusa / SOL

Vírus do Nilo 

Fonte:www.sol.pt, 20100728
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