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África: OMS propõe criação de fundo para urgências de saúde pública

O diretor regional para África da Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou ontem à criação de um Fundo Africano para as Urgências de Saúde Pública, no decurso de um encontro em Malabo, capital da Guiné Equatorial.

A proposta foi avançada pelo médico Luis Gomes Sambo, durante o 60.º encontro do Comité Regional da OMS para África, que teve início na segunda feira e ontem reuniu ministros da Saúde de 46 Estados africanos e representantes de diversas organizações.

De acordo com Luis Gomes Sambo, o fundo deverá ser dotado de 100 milhões de dólares norte-americanos (cerca de 79 milhões de euros) e ser 'financiado por doações e contribuições voluntárias' decididas pelos Estados-membros da OMS-Afro.

O fundo, que será uma espécie de 'iniciativa intergovernamental regional', destinar-se-á principalmente à gestão de consequências das catástrofes naturais e às crises humanitárias, 'bem como a outras emergências de saúde pública de carácter nacional e internacional' em que a verba disponível se revele insuficiente.

Na segunda feira, o presi dente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema, anunciou ter oferecido 1,5 milhões de dólares (quase 1,2 milhões de euros) à OMS para a realização de investigação na área da saúde, bem como um terreno.

A OMS estima em mais de 500 milhões de dólares (cerca de 395 milhões de euros) o custo anual da resposta a pelo menos três dos maiores surtos e outras emergências de saúde pública na região.

'O VIH/sida, a tuberculose e o paludismo continuavam a ser os maiores problemas de saúde pública' em 2008 e 2009, segundo um relatório publicado pela OMS-Afro na Internet.

O mesmo documento assinala que 'a África subsariana regista mais de 60 por cento do total de infeções por VIH, tuberculose e paludismo'.

Em média, 35 por cento das pessoas que sofrem de tuberculose na região estão, simultaneamente, infetadas pelo VIH, sendo a tuberculose a causa de morte de cerca de 40 por cento das pessoas que vivem com o vírus, acrescenta o relatório, da autoria de Luis Gomes Sambo.


Fonte:www.correiodominho.com, 20100903

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