
Jovens portuguesas cumprem vacinação contra cancro do colo do útero
A sub-directora geral de Saúde, Graça Freitas anunciou, esta segunda-feira, que mais de 80 por cento das jovens o primeiro grupo de vacinação já completou as três doses da vacina, sublinhando o sucesso da campanha de vacinação.
Desde o início do programa de vacinação, em Outubro de 2008, já foram administradas mais de 400 mil doses de vacinas, revelou a subdirectora geral da Saúde, Graça Freitas, adiantando que estão a ser vacinados três grupos: as jovens nascidas em 1992, 1995 e 1996.
«Em relação ao primeiro grupo que iniciou a vacinação - o das meninas nascidas em 1995 - temos taxas de cobertura acima das expectativas. 91 por cento dessas meninas fizeram uma dose e 83 por cento já completaram o seu esquema de vacinação, o que é muito bom», afirmou Graça Freitas na ocasião de uma acção de sensibilização para os rastreios dos cancros do colo do útero e da mama, organizada pela Unidade de Cuidados na Comunidade/ Centro de Saúde de Vendas Novas.
Quanto ao segundo grupo de jovens - até aos 17 anos - 57 por cento já completou o esquema de vacinação. Para Graça Freitas, estes dados são "um bom indicador", tratando-se de adolescentes que já têm vontade própria, e a adesão correspondeu às expectativas.
«O grupo dos 17 anos ainda está a efectuar a sua vacinação, dentro do prazo normal e também temos valores muito bons. Do ponto de vista dos objectivos do Ministério da Saúde, estamos de facto muito satisfeitos», revelou.
Os resultados da vacinação poderão ser observados a curto prazo no caso das lesões benignas causadas pelos serotipos que estão nas vacinas, explicou Graça Freitas, precisando que será quando as jovens iniciarem a sua vida sexual regular.
A nível do cancro do colo do útero, os resultados só serão visíveis a médio prazo. «Mas se mantivermos este ritmo de vacinação vai haver um impacto grande em termos de incidência do cancro e de anos de vida ganhos», realçou.
Todos os anos são diagnosticados cerca 900 casos de cancro do colo do útero em Portugal, estimando-se que morra cerca de uma mulher por dia devido a esta doença.
O Ministério da Saúde salienta a importâncias das jovens terminarem a vacinação, pois estarão «mais protegidas contra o vírus que provoca o cancro do colo do útero».
Para uma maior protecção contra este vírus, as jovens devem procurar a vacina antes do início da sua vida sexual: «O vírus do papiloma humano transmite-se sexualmente e é, sem dúvida, o principal responsável pelas lesões que originam o cancro do colo do útero».