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Governo prevê gastar 172 milhões com aumento do horário dos médicos

Sindicatos acusam Ministério da Saúde de contabilizar apenas os gastos sem medir os benefícios.

O alargamento do horário dos médicos das 35 para as 40 horas semanais poderá custar ao Estado 172 milhões de euros. Isto se os cerca de 5.400 médicos que hoje trabalham 35 horas por semana decidirem pelo alargamento do seu horário de trabalho.

O valor foi avançado pelo Ministério da Saúde aos sindicatos, na última reunião negocial, a 19 de Julho, mas o sindicato prefere fazer outras contas. De acordo com os dados provisórios do sindicato, que tem uma equipa de economistas a estudar a questão, o custo-benefício do alargamento do horário de trabalho dos médicos poderá custar entre 1,8 a 20 milhões de euros. Para Sérgio Esperança, este custo-benefício pode ainda ser medido de outra forma: "O ganho efectivo da passagem para as 40 horas semanais seria o equivalente à contratação de 800 novos médicos", exemplifica o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

Na mesma reunião, além do valor que prevê gastar com o alargamento de horários, o Governo avançou com três propostas: a actualização das grelhas salariais em função dos ordenados que os médicos já recebem pelas 35 horas de trabalho; o futuro vencimento ser calculado tendo por base os ordenados dos médicos das mesmas categorias que hoje já trabalham 42 horas por semana ou usar como base as tabelas das 42 horas semanais já utilizadas nos hospitais EPE.


Fonte:diarioeconomico.sapo.pt, 20100729

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