
Médicos do Mundo responsável por campanha de vacinação no Haiti
Médicos do Mundo (MdM) está, desde o início desta semana, responsável por levar a campanha nacional de vacinação a uma parte da comunidade de Carrefour Feuille, nos subúrbios de Port-au-Prince, Haiti, permitindo a cerca de 9 000 pessoas o acesso a vacinas da difteria-tétano e do sarampo/rubéola.
A actuar de acordo com o Plano Nacional de Vacinação Pós-Desastre, do Ministério da Saúde Pública e da População do Haiti, a equipa de MdM no terreno irá levar a cabo, em coordenação com as Nações Unidas, uma vacinação de emergência dirigida a dois grupos-alvo: as crianças com menos de sete anos, por um lado, e as crianças com mais de oito anos, os adolescentes e os adultos, por outro.
Esta campanha afigura-se essencial para que não haja uma reintrodução do sarampo, uma epidemia de difteria não controlada e uma população pouco imunizada ao tétano, possibilidades que já existiam no país antes da catástrofe e que foram agora significativamente agravadas.
A acção faz parte de uma resposta integrada no quadro das necessidades dos cuidados primários de saúde em situações de emergência, respondendo às necessidades de inúmeros aglomerados de deslocados, com condições de higiene e saneamento bastante precárias e que o terramoto do dia 12 de Janeiro agravou.
A chegada da delegação portuguesa de MdM ao Haiti, a 11 de Fevereiro, permitiu ainda um reforço da equipa operacional no Hospital de Sonapi, em Port- Au- Prince, gerido pela delegação de Médicos do Mundo Grécia. A presença da equipa no terreno possibilitou o apoio aos cuidados médicos naquele espaço, bem como o levantamento das necessidades imediatas existentes. Prevê-se que a ONG possa permanecer no terreno durante um período de 6 meses.
Neste momento, a Médicos do Mundo assinala como urgente a reabilitação dos serviços de saúde, melhoria do acesso aos cuidados de saúde, das condições de saneamento e higiene, a preparação para a época das chuvas e ciclones que começa em Abril e a continuidade da solidariedade dos portugueses para com o povo haitiano.