
ANF «surpreendida» com aprovação de farmácias 24 horas por dia
O presidente da Associação Nacional de Farmácias confessou, esta quinta-feira, ter ficado «surpreendido» com a decisão do Governo que aprovou um decreto-lei que autoriza o funcionamento de farmácias durante todo o dia.
Ouvido pela TSF, João Cordeiro indicou que não houve «qualquer tipo de abordagem com a associação» e frisou que se o Governo está preocupado com acessibilidades tem primeiro que se preocupar com as «acessibilidades às urgências e aos centros de saúde».
Para este responsável, «é estranho» que o Estado tenha reduzido horários nas estruturas à sua guarda» e lembrou que é necessário uma «receita médica» para que as farmácias dispensem medicamentos.
«O Governo aproveitou uma oportunidade de ouro que é fazer política numa área em que não tem qualquer tipo de custos. Mas vamos analisar a legislação que foi aprovada na generalidade no Conselho de Ministros e vamos insistir para que os centros de saúde estejam abertos toda a noite», acrescentou.
Por seu lado, a directora técnica da farmácia de Lisboa que chegou a ser impedida de abrir durante todo o dia por parte do Infarmed saudou a aprovação deste diploma que permite o trabalho «de acordo com a nossa filosofia de trabalho e de estar disponíveis para os utentes 24 horas por dia».
«Estamos muito contentes, por de alguma forma, podermos ajudar outros colegas de farmácias em Portugal que também já vinham funcionando 24 horas por dia e que, de alguma forma, viam os seus horários comprometidos», acrescentou Elisabete Lopes, em declarações à TSF.
Também ouvida pela TSF, a Associação de Farmácias de Portugal diz que vai ter de analisar o diploma aprovado em Conselho de Ministros para conciliar as farmácias que vão abrir o dia todo e as que querem manter os horários actuais.