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DGS estuda comparticipar vacina para o rotavírus

Três em cada quatro crianças com menos de dois anos de idade são infectadas.

A comissão técnica de vacinação da Direcção-Geral da Saúde (DGS) vai analisar a possibilidade de a vacina para o rotavírus ser comparticipada. A informação foi avançada pelo director-geral Francisco George no final da apresentação do estudo epidemiológico português sobre a gastrenterite aguda por rotavírus.

Segundo o estudo, três em cada quatro crianças com menos de dois anos é infectada com gastrenterite aguda por rotavírus, conclusão da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), da Sociedade de Infecciologia Pediátrica e da Secção de Gastrenterologia e Nutrição Pediátrica. A análise decorreu entre 1 de Outubro de 2008 a 30 de Setembro de 2009 e abrangeu 1886 crianças com diarreia observadas em contexto de urgência hospitalar em dez unidades de norte a sul do País e ilhas.

Segundo Amélia Cavaco, coordenadora do estudo pela SPP, "das 1886 crianças com gastrentrite aguda observadas, 74% tinha menos de dois anos". Outra das conclusões do estudo foi que as crianças que não foram vacinadas foram as mais afectadas com febres, vómitos e internamentos. Por isso, a SPP, diz o presidente Luís Januário, "recomenda a vacinação universal" e, neste caso, a comparticipação da vacina. "Não fazemos lobbing de vacinas, apresentamos dados", sustentou, referindo que cabe ao Ministério da Saúde decidir se deve comparticipar a vacina.

Francisco George disse que as recomendações serão apreciadas e trabalhadas, "para que se possa fazer uma reflexão mais aprofundada sobre o rotavírus em Portugal". Mas alerta que estas "não são questões de emergência".


Fonte:dn.sapo.pt, 20100308
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