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Obama quer aprovar reforma da saúde até à Páscoa

O Presidente dos EUA, Barack Obama, não quer perder mais tempo com a discussão da reforma do sistema de saúde norte-americano e deixou quarta-feira claro que chegou o momento de avançar, noticia o jornal Público.

"Todas as ideias e todos os argumentos foram aprofundados, chegou a altura de tomar uma decisão", disse Obama, que pediu aos líderes do Congresso para terminarem o seu trabalho e agendarem uma votação final antes das férias da Páscoa.

Obama candidatou-se à presidência com a promessa de uma reforma do sistema de saúde - que actualmente deixa quase 50 milhões de pessoas sem acesso a cuidados médicos -, mas deixou a responsabilidade pela redacção da legislação ao Congresso.

Ao fim de um ano de debate, o Obama declarou quarta-feira que está disposto a abraçar as versões entretanto votadas pela Câmara de Representantes e pelo Senado, que a sua administração "fundiu" numa proposta final, que incorpora várias das ideias defendidas pelos republicanos durante a "cimeira da saúde" da semana pas- sada.

A declaração na Casa Branca destinava-se a instruir a maioria democrata do Congresso, que permanece dividida sobre alguns aspectos da reforma.

Obama reconheceu que as "diferenças filosóficas" com os republicanos são possivelmente impossíveis de ultrapassar, apesar de os dois partidos concordarem que manter o statu quo é incomportável.

Agora resta saber se os republicanos mantêm o seu bluff ou se contemplam votar a proposta final - a bancada conservadora manteve uma estratégia de oposição e obstrução à reforma desde o início do debate.

O Presidente disse que se os republicanos recusarem colaborar os democratas não devem temer o recurso à reconciliação, um procedimento parlamentar expedito, que permite alterações em leis com repercussões no orçamento federal.

Esta é uma regra que exige uma maioria simples de 51 votos, e cuja utilização normalmente gera controvérsia. Os republicanos têm dito que se trata de uma "manobra inqualificável", mas nos últimos 25 anos usaram a reconciliação 14 vezes, a última das quais para passar os cortes fiscais para os ricos propostos pelo Presidente George W. Bush.


Fonte:www.rcmpharma.com, 20100305
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