
Médicos sem Fonteiras pedem manutenção dos fundos contra a Sida
Genebra, 15 jul (EFE).- A ONG Médicos Sem Fronteiras pediu aos Governos, nesta quinta-feira, para que não cortem as doações para a luta contra a aids e evitem assim milhões de mortes, apesar das crises orçamentárias.
MSF lembrou que quanto mais aumentar o acesso aos tratamentos de HIV, mais se reduz o número de mortes, além de prevenir as doenças derivadas e diminuir a propagação do vírus.
A ONG deixou claro que os remédios são caros, mas que a diminuição dos efeitos secundários para os doentes são mais rentáveis no longo prazo, dado que pode ajudar a reduzir os custos na saúde pública.
"É uma questão de escolha. Se não nos ajudarem a tratar a aids, muitas pessoas morrerão", sentenciou o comunicado de Tido von Schoen-Angerer, diretor da Campanha de Acesso à remédios da MSF.
O pedido da organização foi feito dias antes do início, no próximo dia 18, da 18ª Conferência Internacional de aids, que reunirá simpatizantes de grupos homossexuais, especialistas no tratamento da doença, ONG pró-direitos humanos e representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outros organismos internacionais até o dia 23 de julho, em Viena.