
Circuncisão diminui risco de infecção com HIV nos homens
A afirmação foi feita esta terça-feira, em Viena (Áustria), pelo ugandês David Okello, director regional da OMS em Brazaville (Congo), que considera que há «suficientes provas científicas para a promover como um dos método para prevenir a Sida».
No entanto, Okello alertou que a circuncisão, que custa cerca de 50 dólares (38,7 euros), não é um «preservativo natural», defendendo que a intervenção cirúrgica deve ser acompanhada por um intenso acompanhamento, sobretudo relativamente ao uso do preservativo.
A organização norte-americana Population Services International (PSI) circuncidou desde 2008 cerca de 60 mil homens em vários países africanos, incluindo Quénia, Suazilândia, Zâmbia, Botsuana e Zimbabué.
Investigações posteriores com seis mil homens demonstraram que a intervenção reduziu o risco de infecção com o vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV), apesar de as mulheres continuarem com o mesmo risco de infecção se mantiverem relações sexuais desprotegidas com homens circuncidados.
Krishna Jafa, directora do PSI para o HIV, assegurou hoje que, se a circuncisão alcançasse 80 por cento da população masculina de África Oriental e do Sul, «poderiam evitar-se nos próximos cinco anos cerca de quatro milhões de infecções» até 2025.
Alcançar estes resultados vai significar também «uma poupança nos gastos de saúde de cerca de 20 mil milhões de dólares [15,5 mil milhões de euros] no mesmo período», acrescentou Krishna Jafa.