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Bastonário diz que cortes na despesa vão atingir a saúde

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, lembra que os gastos do Estado na saúde representam dez por cento do PIB e que vai ser necessário por isso uma gestão rigorosa dos recursos disponíveis.

Pedro Nunes admite que o Programa de Estabilidade e Crescimento terá consequências e afirma que alguns objectivos para a área da saúde poderão não ser atingidos.

«Este plano não pode deixar de ter impacto sobre algo que consome cerca de dez por cento do PIB. Não podemos mentir às pessoas, mas temos que nos habituar à ideia e temos que gastar os nossos recursos acertadamente naquilo que é importante e essencial, ou seja, tratar bem os doentes», afirma.

Os objectivos para o período entre 2011-2016 serão definidos no próximo Plano Nacional de Saúde, um documento que está a ser agora ultimado. Paulo Ferrinho, um dos coordenadores, afirma que nesta altura estão apenas a pensar em prioridades e não nos seus custos.

O próximo plano, explica o bastonário, tal como o anterior, também vai incluir metas devidamente balizadas quanto às prioridades. Paulo Ferrinho elege duas: a saúde mental e a prevenção do cancro.


Fonte:www.tsf.pt, 20100312