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Hoje: Início da greve da função pública marcado por problemas

O arranque da greve nacional dos trabalhadores da administração pública desta quinta-feira ficou marcado por denúncias da Frente Comum, segundo a qual alguns piquetes estão a ser impedidos de entrar em hospitais para conferir os serviços mínimos.

Em declarações aos jornalistas, Ana Avoila, dirigente da Frente Comum, contou que alguns dirigentes, que são obrigados a verificar se os serviços mínimos estão a ser cumpridos, foram impedidos de entrar no Hospital de São José, em Lisboa.

A mesma dirigente relatou ainda «algumas chatices» semelhantes no Hospital São Francisco Xavier.

No início da greve, Ana Avoila afirmou que existia uma «adesão elevadíssima», em serviços como hospitais, aeroportos ou autarquias, o que, considerou, mostra que os «trabalhadores querem lutar».

Numa resposta ao secretário de Estado da Administração Pública, que encarou esta greve como um «contributo de empobrecimento da negociação», Ana Avoila afirmou que «pobres são as propostas do Governo que decretou aumentos congelados e alterações à aposentação».

Para a sindicalista, esta paralisação «vai enriquecer a democracia», no sentido de mostrar a revolta dos trabalhadores, que querem políticas diferentes.

Por seu lado, o Governo disse entender a greve, mas contestou o momento dos escolhido pelos sindicatos para a paralisação.

Em declarações à TSF, o secretário de Estado da Administração Pública afirmou que os funcionários públicos não têm grandes razões de queixa e sublinhou que está em curso uma negociação com os sindicatos de outros aspectos «com expressão monetária», para além do congelamento dos salários.

«Esta greve geral parece sinalizar da parte dos sindicatos que tudo se deve reduzir à questão salarial», afirmou Gonçalo Castilho.

O protesto, que une CGTP e UGT, pode provocar perturbações no funcionamento de escolas, hospitais, repartições de finanças, tribunais e também em serviços das autarquias.


Fonte:www.tsf.pt, 20100303