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Algarve tem a menor taxa de mortalidade infantil do país

Em Portugal, em 2009, houve mais recém-nascidos que morreram durante ou após o parto, num dos piores registos dos últimos cinco anos: 3,6 mortes por cada mil nascimentos.

Os dados, do Alto Comissariado da Saúde e do Instituto Nacional de Estatística, e divulgados hoje pela Administração Regional de Saúde do Algarve, indicam que o Alentejo foi a região com a taxa mais alta, com 5,9 crianças mortas com menos de um ano, a cada mil nados vivos.

Seguem-se Lisboa e Vale do Tejo, com 4,1, o Norte com 3,3, o Centro com 2,6 e por fim o Algarve, com 2,5 crianças mortas por cada mil nascimentos.

O Algarve, onde se registaram 4713 nascimentos no ano passado - perto de um terço dos quais de mães estrangeiras - obteve aliás o melhor resultado de sempre a este nível.

Nos Hospitais do Algarve efectuaram-se em 2009 4.654 partos, dando origem a 4.713 nados vivos.

"Este valor, o mais baixo alguma vez registado no Algarve, aponta para a consolidação dos resultados obtidos nos últimos anos e para uma importante descida verificada na Mortalidade Infantil da região nos últimos 30 anos, desde a criação do Serviço Nacional de Saúde em 1979", afirma a Administração Regional de Saúde do Algarve.

"Em 30 anos, a Mortalidade Infantil no 1.º ano de vida passou dos 30 óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida para aproximadamente 3 óbitos por cada 1.000 nados vivos, nos últimos anos, conforme os dados agora registados", acrescenta a ARS do Algarve.

Já em 2008 o Algarve tinha ficado abaixo da média nacional da mortalidade infantil, com 3,2 mortes por mil, ao passo que no país o valor se centrava nos 3,3. Em 2009, a média nacional subiu para 3,6, contra 3,8 em 2004, 3,4 em 2005, 3,3 em 2006, e 3,4 mortos por cada mil nados vivos em 2007.


Fonte:www.expresso.pt, 20100903

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