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SIDA: Ainda há um longo caminho a percorrer para a vacina

Uma das cientistas que descobriu o vírus HIV e prémio Nobel da Medicina Françoise Barre-Sinoussi afirmou hoje que ainda há um longo caminho a percorrer para encontrar uma vacina contra a Sida, apesar dos avanços dos últimos anos.

Na abertura da XVIII Conferência sobre a SIDA, que hoje começa em Viena (Áustria), Barre-Sinousi disse que a investigação sobre uma vacina profilática não tem sido um fracasso total, já que é uma forma de acumular conhecimento.

Barre-Sinousi alertou que, entre outras incógnitas, não se sabe que resposta imunológica causaria uma vacina para prevenir a infeção'.

A descobridora do vírus HIV, que recebeu o prémio Nobel em 2008, rejeitou a noção de cura relativamente a este vírus e considerou que seria desejável que as pessoas pudessem viver com esta infeção sem serem medicadas permanentemente.

Reduzimos a mortalidade dos infetados com HIV em 85 por cento no Ocidente, mas parte dos doentes sujeitos a tratamentos antirretrovirais contínuos sofrem efeitos secundários, como doenças cardiovasculares e, mais frequentemente, cancro , afirmou.

> Os tratamentos estão no centro da conferência que hoje arranca em Viena, com grande parte dos debates focados no uso dos antirretrovirais em larga escala.

Um estudo da delegação norte-americana da Sociedade Internacional da SIDA (IAS), que vai ser apresentado no encontro, alerta para a necessidade de começar precocemente o tratamento contra a infeção do HIV, ainda antes do aparecimento dos sintomas, para impedir a destruição progressiva do sistema imunitário.

No entanto, esta é uma recomendação demasiado dispendiosa e que deverá confrontar-se com as dificuldades de financiamento.

Em finais de 2008 existiam 33,4 milhões de seropositivos em todo o mundo. A Sida e as doenças que lhe estão associadas provocam dois milhões de mortes por ano.

Entre hoje e 23 de julho, reúnem-se em Viena 25 mil participantes, entre cientistas, ativistas e especialista em Medicina para debater o tratamento e a prevenção desta doença que afeta milhares de pessoas em África e na Ásia Central, em países com escassos meios económicos e médicos.


Fonte:www.correiodominho.com, 20100719

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