
Algarve: Centros de Saúde com falta de pessoal
Nos centros de saúde da região algarvia, onde trabalham 270 médicos e 400 enfermeiros, também não haverá reforço de profissionais durante este Verão. A situação é agravada pela carência de pessoal administrativo e de auxiliares de acção médica, denuncia Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
Por isso, este ano, as unidades de cuidados primários não conseguem garantir a Consulta do Turista, cujo objectivo primeiro era aliviar das urgências dos hosptiais os casos de problemas agudos mas não urgentes. "Não há médicos para contratar", resumiu ao DN o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, Rui Lourenço.
A aposentação dos 12 médicos que desde o início do ano abandonaram os cuidados primários veio piorar a situação este Verão. Para estes meses, em que a afluência dispara, está previsto um aumento da carga horária de médicos, radiologistas, enfermeiros e administrativos. Em caso de necessidade, os profissionais podem ser transferidos de um centro de saúde para outro, garante a ARS.
Há quatro Serviços de Urgência Básicos, sedeados nos centros de saúde. São as unidades de Lagos, Albufeira, Loulé e Vila Real de Santo António, que prestam assistência a quem precise de cuidados agudos mas não esteja em situação de emergência. Nestes casos, os doentes são enviados para os hospitais de Portimão ou Faro.
Para assegurar o transporte pré-hospitalar, existem quatro ambulâncias SIV (Suporte Imediato de Vida) sedeadas em Lagos, Quarteira, Tavira e Castro Marim, a que se juntam três Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), em Albufeira, Portimão e Faro.
Para os casos que precisam de ser enviados para Lisboa, há um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Medica (INEM), sedeado no heliporto de Loulé.