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Até 2001 a homossexualidade integrou lista oficial de doenças mentais diagnosticadas pela Associação Chinesa de Psiquiatria

Uma socióloga chinesa apresentou à Assembleia Nacional Popular duas propostas a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da abolição do artigo da lei penal que proíbe as orgias, revelou hoje o jornal China Daily.

É a quinta iniciativa do género promovida por Li Yinhe, 58 anos, investigadora da Academia Chinesa de Ciências Sociais no domínio da sexologia.

"É mais uma tentativa, pois sei que estas coisas demoram tempo a alcançar", disse Li Yinhe.

A homossexualidade parece hoje mais aceite na China, sobretudo nas grandes cidades, mas até 2001 fazia parte da lista oficial de doenças mentais diagnosticadas pela Associação Chinesa de Psiquiatria.

Li Yinhe considera a criminalização das orgias sexuais "uma lei ultrapassada".

"As pessoas têm direito à sexualidade como têm o direito de comer. Embora esses direitos não estejam explicitamente escritos na Constituição, não violam a lei", disse.

Como nos anos anteriores, as propostas de Li Yinhe não constam sequer da agenda da reunião anual da Assembleia Nacional Popular, que decorre até domingo, em Pequim, com cerca de 3000 delegados.

Um estudo citado em Janeiro na imprensa oficial estimava que a China tinha cerca de 30 milhões de homossexuais, entre os quais 10 milhões de lésbicas, e quase dois terços (62%) escondiam a sua orientação sexual.


Fonte:www.dnoticias.pt, 20100311

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