
Republicanos não querem debater reforma da saúde
WASHINGTON - Os republicanos receberam com frieza nesta segunda-feira, 8, o convite do presidente Barack Obama para analisar o plano de reformas aos serviços de saúde, o que seria um debate entre os dois partidos transmitido pela televisão no final do mês.
Um ano de Obama:Balanço: Expectativas altas prejudicam 1º anoEconomia: Recuperação não é consensoEntrevista: Crescimento será menor, diz Nobel Patrícia C. Mello: Do messiânico ao prosaico Especial: Dez momentos do primeiro ano Artigo: Falta ação concreta a Obama O convite faz parte dos esforços da Casa Branca para reanimar a série de reformas que estancaram no Congresso. Os líderes republicanos na Câmara de Representantes e no Senado disseram que seus colegas democratas devem arquivar a reforma da saúde, que esteve a ponto de ser aprovada antes de os republicanos ganharem uma eleição especial no mês passado para preencher uma cadeira de Massachusetts no Senado. Este resultado acabou com a maioria absoluta democrata na Casa, e com a chance de Obama ver sua reforma aprovada.
A Casa Branca afirmou que o presidente, que colocou a reforma da saúde como prioridade em sua política interna, não tem planos de começar o plano outra vez do princípio, mas está disposto a escutar as ideias dos republicanos para poder oferecer um seguro de saúde a milhões de americanos, assim como discutir outros aspectos do programa de saúde. Os republicanos afirmaram ter poucos incentivos para cooperar com Obama, pois ganharam a cadeira de Massachusetts fazendo campanha contra os planos do presidente e esperam usar o assunto para obter grandes vantagens nas eleições do Congresso em novembro.