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Greve geral da função pública já está no terreno

Há vários dias que as estruturas sindicais trabalham para que nada falhe na quinta-feira, dia em que o país vai parar.

Em Lisboa, nas sedes das três estruturas sindicais da função pública que marcaram a greve geral para a próxima quinta-feira, há várias semanas que se trabalha - e muito - para o dia da paralisação. Os dirigentes e delegados sindicais desdobram-se em visitas aos locais de trabalho, das 8 da manhã às 10 da noite, para propagandear a paralisação. E, por todo o país, fazem-se plenários e distribuem-se comunicados a explicar os motivos do protesto e - mais importante - a apelar à adesão. Noite adentro, colam-se os cartazes da greve pelos militantes sindicais.

"A greve arranca sempre com um desentendimento que, neste caso, foi o congelamento salarial e a alteração à aposentação". Ana Avoila, a dirigente da estrututa sindical que mobiliza mais trabalhadores do Estado, a Frente Comum da CGTP, conta como tudo começou.

O Governo definiu aumentos zero e avançou com maiores penalizações na reforma antecipada e os sindicatos da função pública irritaram-se. Daí até à marcação da greve foi um passinho: a Frente Comum, casa mãe de 33 associações sindicais da função pública e representante de mais de 300 mil trabalhadores, convocou de imediato as tropas.

"Não é possível decidir uma greve sem antes ouvir as bases e reunir todos os sindicatos para aprovar o protesto. Só depois se pode arrancar para o aviso prévio de greve", adianta Ana Avoila. Formalidade legal cumprida - a lei dita que o pré-aviso de greve tem de ser entregue ao empregador pelo menos dez dias antes da paralisação - começa-se a olear a máquina da propaganda.


Fonte:diarioeconomico.sapo.pt, 20100228

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